Travessia Marins - Itaguaré
 
 

Travessia Marins - Itaguaré
As montanhas de Marins e Itaguaré fazem parte da Serra da Mantiqueira e estão no município de Piquete, SP e no município de Cruzeiro, SP respectivamente. A travessia é realizada no espigão que faz a divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A trilha foi aberta em 1993 por um grupo do Clube Excursionista Campineiro, liderado pelo "Seu Maeda". De um modo geral, inicia-se a caminhada pela subida do Marins a partir do Morro do Careca. A travessia completa pode ser feita em 3 dias de forma confortável por pessoas com bom treinamento. É necessário carregar água na maior parte do percurso e a temperatura acima de 2.000 m de altitude sempre é muito baixa, principalmente a noite. Para chegar ao Morro do Careca deve-se seguir o seguinte caminho: a partir de Lorena, cidade próxima à Via Dutra,

tomar a estrada que segue para Itajubá, logo depois de Piquete há uma estrada asfaltada que sai para a direita antes da subida da serra. Seguir esta estrada até um vilarejo, onde se toma uma estrada meio de terra e meio calçada que segue para o Pico do Marins. Depois da subida da serra há um portal de ferro onde só passa carro ou camionete. Segue-se a estrada de terra, virando para a direita na primeira encruzilhada e seguindo o caminho mais batido até o final. Do morro do careca já se pode ver o pico do Marins, a altura 2420,7 m. A trilha começa em um pequeno bosque à esquerda, antes do final da estrada, e vai subindo a encosta do morro de modo suave. A trilha é toda marcada com traços amarelos nas pedras. Estes traços foram feitos pelo Maeda em 1993 e já estão um pouco apagados. Leva-se aproximadamente 3 horas do Careca à base do Marins onde se pode armar o acampamento e coletar água. Da base ao pico são mais 2,5 horas de ida e volta. Do alto do Marins pode-se ver grande parte do Vale do Paraíba. Recomenda-se passar a noite neste acampamento. No dia seguinte tomar a trilha em direção à Pedra Redonda, seguindo em direção oposta ao Marins, atravessando um capinzal alto e chegando a um ponto onde se pode coletar água de boa qualidade. Dali para frente seguir as marcas amarelas. Do Marins até a Pedra Redonda leva-se umas 4 horas de caminhada. É um trecho muito técnico com algumas dificuldades de navegação e de transposição de pedras. No trecho mais difícil há uma corda deixada pelo Maeda. A Pedra Redonda é um bom ponto parada para alimentação. Dali o caminho é mais fácil de seguir porque já se pode ver o Itaguaré e segue-se pelo espigão da montanha. Há dois pontos onde se pode acampar. O primeiro depois de três horas de caminhada, antes do Itaguaré, em um lugar plano e bem protegido do vento pelos arbustos, porém sem água. Cuidado com as falsas trilhas de saída e falsos totens. A saída se dá pelo meio dos arbustos, sempre seguindo as marcações amarelas. O outro ponto de acampamento é na base do Itaguaré depois de passar o ponto de acesso ao pico. Este ponto está marcado com uma seta amarela apontando para cima. Há várias passagens por grutas estreitas onde é necessário que uma pessoa fique do outro lado pegando as mochilas. A escalada ao pico do Itaguaré (2.308 m) é relativamente fácil, mas exige um pouco de cuidado. Avista do topo do pico é deslumbrante. Depois de descer à base do pico e voltar ao local de acampamento pode-se terminar o percurso em 3 ou 4 horas. Depois é só descer pela trilha que vai pelo meio da mata em caminho sombreado até encontrar um brejo e um rio. Chega-se a uma grande clareira na beira da estrada de terra que vai de Marmelópolis para Passa Quatro. Esta clareira é adequada para acampar, pois é ampla, gramada e tem o rio bem perto. Antes de chegar à clareira há uma trilha a direita que leva até a estrada asfaltada para Cruzeiro, mais 3 horas de caminhada, onde pode-se pegar um ônibus para retornar para Lorena, Rio ou São Paulo.
 
Texto: Marco A-De Paoli                                                 Marcelo Fuzinato - contato@gaiaexpedicoes.com
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